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Valor médio do seguro automotivo teve queda no país em 2019

De acordo com um levantamento da TEx, o valor pago pelos motoristas para fazer um seguro caiu em todas as capitais brasileiras, de junho de 2018 para o começo de 2019.

O estudo foi realizado utilizando como base as cotações feitas via Teleport, plataforma de gestão e multicálculo da empresa, e levou em consideração mais de 2 milhões de cotações reais feitas nos últimos 60 dias.

 O menor valor médio de seguro anual pago no Brasil fica no estado de Santa Catarina: R$ 2646,00. No ano passado, era de R$ 2932,00. Na Paraíba, o valor é bem parecido: R$ 2656,00. Porém, em 2018 era bem maior: R$3194,00. Na Região Nordeste, o Rio Grande do Norte também apresenta um valor mais baixo para 2019: R$ 2965,00.

O valor médio do seguro mais caro do país pertence ao estado de Roraima – R$ 6058,00. O valor ainda sofreu uma considerável queda. Entre junho e julho de 2018 chegou a R$ 8.720,00. O segundo lugar fica com o Mato Grosso: R$ 4.088,00 anuais. No ano passado, chegou a R$ 4985,00.

No Tocantins, a maior retração: R$ 6439,00 nos meses de junho e julho de 2018. Em 2019, o valor diminuiu para R$ 3740,00.

Os paulistas em 2019 pagarão menos no seguro que os cariocas. Em São Paulo, o valor médio pago entre os meses de junho e julho de 2018 chegava a R$ 3273,00. Já em Janeiro o valor é de R$ 3037,00. No Rio de Janeiro o valor caiu de R$ 4187,00 para R$ 3844,00.

Na capital federal o valor diminuiu de R$ 3563,00 para R$ 3025,00.

Impacto

Além de promover insegurança, os roubos e furtos de veículos também refletem no bolso. Os casos impactam diretamente no preço dos seguros. Diversos fatores impactam na formação do preço do seguro de cada estado. Por exemplo, o número de veículos segurados e o perfil dos modelos mais procurados. É fato que os índices de violência refletem no número de sinistros, tornando-se um dos mais importantes fatores na definição do valor médio do seguro.

Confira as médias de seguro em cada estado, de acordo com a pesquisa:

Fonte: Revista Apólice

Vale a pena comprar um carro que acabou de ser lançado?

Toda estreia de um novo modelo levanta uma antiga questão para quem deseja adquirir uma novidade: é melhor comprar o carro logo após a chegada ou aguardar algum tempo?

Essa indagação é provocada pela suspeita de que um projeto novo está sujeito a problemas logo após seu lançamento e que, portanto, é melhor esperar. Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics, consultoria de análise do mercado automotivo, discorda. “O uso cada vez maior de plataformas e de processos globais pelas montadoras reduziu o risco de problemas nos carros novos, já que esses componentes são testados em todo o mundo.”

Mas se os processos modernos tornam os defeitos no primeiro ano mais difícil de ocorrer, não significa que desapareceram. Basta lembrar de casos como o do 1.0 VHT que equipava o Gol em 2008 e gerou um recall de 400.000 veículos (em alguns casos até com a troca dos motores). Ou das seguidas falhas de acabamento dos Ford EcoSport em 2012 e do Fiesta (além do câmbio PowerShift, que provocou a extensão da garantia).

Há ainda a estratégia da fábrica ao definir pacotes ou equipamentos que podem sofrer logo uma mudança de rota. O Mobi, por exemplo, estreou com motor 1.0 de quatro cilindros e oito meses depois ganhou versões com o moderno Firefly de três cilindros – quem comprou as primeiras fornadas acabou ficando com um motor mais antigo e menos eficiente.

O mesmo se deu com o Renegade 1.8 flex. Criticado pelo desempenho inadequado para o porte do carro, a Jeep recalibrou o motor, agora capaz de entregar 139 cv em vez dos 132 cv dos modelos antigos.

Não se pode esquecer que, embora raro, também pode ocorrer o inverso. Foi o caso de Audi A3 Sedan e VW Golf, que, quando passaram a ser produzidos no país, deixaram de oferecer recursos modernos (câmbio robotizado de dupla embreagem DSG e suspensão traseira multilink) em favor de outros, menos sofisticados.

Outro item que pode gerar dúvida na hora do lançamento é o seguro, que tanto pode ficar mais barato quanto mais caro no segundo ano. Por ser um carro totalmente novo, a seguradora não sabe qual é seu risco médio de ser roubado.

Por falta de seu histórico, as companhias se baseiam no de veículos similares. Por isso, é comum surgirem diferenças na hora de renovar o seguro desse tipo de automóvel – para mais ou para menos -, se bem que, na prática, são raros os casos de segurados que tiveram o valor do prêmio reduzido em função dessa correção.

Outra dificuldade de precificar o seguro de um novato é o perfil típico do usuário. Se após o primeiro ano a maioria dos proprietários for do tipo que se envolve mais em acidentes, o valor do seguro vai subir. Se for o contrário, tenderá a cair.

Preço de lançamento

Já a terceira variável que está ligada ao risco de adquirir um projeto novo é o preço. E aqui vem a boa notícia: em geral, o valor na estreia costuma ser mais camarada. Isso porque várias marcas adotam a estratégia de reajustar a tabela alguns meses após o lançamento.

O Jeep Compass, por exemplo, mal havia completado seis meses de mercado no início de abril quando teve o preço reajustado pela segunda vez. Com isso, o SUV que estreou a R$ 99.990 estava tabelado no início de maio em R$ 103.490 na versão básica.

A Jeep, aliás, é recorrente nessa prática, já que fez o mesmo com o Renegade. Em abril passado, o modelo – lançado em março de 2016 por R$ 69.900 – registrou o seu quinto aumento e agora sai por R$ 80.990, na versão Sport 1.8 flex.

Já a Fiat (que é do grupo FCA, assim como a Jeep) promoveu o primeiro reajuste do Mobi seis meses após sua chegada. E três meses depois aumentou o preço novamente, aproveitando a estreia da versão três cilindros. Ou seja, dois reajustes em menos de um ano: foi de R$ 31.900 para R$ 33.700.

Infelizmente essa prática é comum. O Toyota Etios, cuja gama foi reestilizada no início do ano, teve a tabela reajustada em abril. O mesmo ocorreu com o Chevrolet Tracker, que chegou no fim de 2016 a R$ 79.990 e teve o seu primeiro aumento de preço em abril, por R$ 81.990, mesma estratégia adotada no Cruze. O Nissan Kicks é outro novato cujo preço foi reajustado antes de um ano de mercado (de R$ 84.900 para R$ 86.490).

Valor de memória

A justificativa utilizada pela maioria das fabricantes é a adequação dos custos de produção (no caso de modelos feitos no país) e da variação cambial, no caso de importados. Mas segundo o executivo de uma montadora que não quis se identificar, essa é uma estratégia antiga.

“O preço divulgado no lançamento permanece por mais tempo na cabeça do consumidor”, explica. “Assim, mesmo que haja um reajuste seis meses depois, isso chamará menos a atenção do público.”

Resumindo, se você está interessado em um automóvel que acabou de ser lançado, lembre-se: no primeiro ano alguns problemas podem surgir, mas provavelmente o preço deve subir logo. Qual é o melhor? A decisão é sua.

 

Fonte: Exame