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Você conhece os termos técnicos do seu seguro?

Alguns termos técnicos presentes no seguro podem acabar confundindo quem não está tão familiarizado com esse meio e linguagem. Por isso, resolvemos trazer, na matéria de hoje, um guia simplificado de termos técnicos utilizados no seguro. Continue lendo e saiba mais!

As palavras utilizadas no mercado de seguros podem gerar interpretações errôneas a respeito do que realmente significam. Para evitar situações como essa e acabar com qualquer dúvida, te ajudando a entender os detalhes dos serviços que está contratando, confira os principais itens, a seguir.

  • Apólice

Formaliza o contrato de seguro, estabelecendo os direitos e deveres tanto da seguradora, como do segurado, além de discriminar as garantias contratadas.

  • Avaria

Termo do Direito Comercial que significa danos às mercadorias.

  • Aviso de sinistro

Comunicação da ocorrência de um sinistro (explicado posteriormente) que o segurado é obrigado a fazer à seguradora, assim que tiver conhecimento.

  • Beneficiário

Quem se beneficia com a indenização em caso de sinistro (pessoa física ou jurídica).

  • Bônus

Desconto para a renovação do seguro, desde que nenhuma ocorrência de sinistro, transferência de direitos ou obrigações ou qualquer interrupção no contrato tenha acontecido durante a vigência da apólice anterior.

  • Cobertura

Designa os riscos assumidos pelo segurador.

  • Cobertura adicional

Cobertura adicional ao contrato, mediante cobrança de prêmio adicional.

  • Endosso

Documento emitido pela seguradora por meio do qual são alterados dados e condições de uma apólice, de comum acordo com o segurado.

  • Prêmio

Importância paga pelo segurado ou proponente à seguradora, para que ela assuma o risco ao qual o segurado está exposto.

  • Salvados

Bens que se conseguem resgatar de um sinistro, ainda com valor comercial.

  • Seguro a prazo curto

Seguro contratado pelo prazo inferior a um ano.

  • Seguro a prazo longo

Contratado por período superior a um ano, com duração máxima, geralmente, de cinco anos.

  • Sinistro

Ocorrência de risco coberto, durante o período da vigência do plano do seguro.

E então, ficou mais fácil entender todo esse universo agora?! Esperamos que sim e que, com esse guia, você esteja mais preparado para ler, entender, analisar e discutir não só sobre os contratos, mas sobre tudo que diz respeito ao ambiente dos seguros.

 

Você sabe o que é? Seguro Incêndio Condomínio

A matéria de hoje vem falando de alguns detalhes relativos ao seguro incêndio imobiliário, muito importante para qualquer condomínio brasileiro. Você sabe o que ele é e para que serve?! Pois então continue lendo e entenda mais sobre esse assunto, a seguir!

De forma simplificada, esse seguro tem por objetivo proteger o patrimônio do proprietário, cliente da imobiliária. Vale ressaltar que é obrigatória, segundo a Lei do Inquilinato, a contratação desse seguro – estando isso, inclusive, explícito no contrato de locação.

A cobertura contratada pelas imobiliárias e administradoras pode variar, mas a maioria das empresas costuma contratar a cobertura principal, que abrange:

  • Incêndios;
  • Raios;
  • Explosão;
  • Fumaça;
  • Queda de aeronave.

Outra cobertura muito popular é a de perda de aluguel, que, no caso de acontecer algum incêndio, o seguro garante a cobertura do pagamento das despesas relativas à acomodação da pessoa/família em todo o período em que o local estiver sendo reparado.

A assistência 24 horas é outra opção, que beneficia o locatário, disponibilizando, entre outros, serviços como bombeiro hidráulico e chaveiro, por exemplo, enquanto o seguro estiver vigente. Essas atividades são de grande ajuda e deixam o morador muito mais confortável e seguro.

Contratar esse serviço através da imobiliária/administradora é uma alternativa mais barata para a aquisição do seguro, já que ela (administradora), por fazer diversos seguros, para uma quantidade grande de imóveis, consegue preços mais baixos, repassando-os aos clientes.

Portanto, além de atender a uma questão legal, ficando de acordo com a Lei do Inquilinato, optar por esse serviço garante a segurança e comodidade ao inquilino e ao proprietário do imóvel, além de custos mais baixos, quando contratado diretamente na imobiliária.

Esperamos que tenhamos te ajudado a esclarecer as principais dúvidas e questões relacionadas ao seguro incêndio imobiliário, evidenciando a importância da contratação desse serviço, inclusive para o cumprimento legal. Qualquer dúvida, não hesite em nos perguntar!

Vale a pena comprar um carro que acabou de ser lançado?

Toda estreia de um novo modelo levanta uma antiga questão para quem deseja adquirir uma novidade: é melhor comprar o carro logo após a chegada ou aguardar algum tempo?

Essa indagação é provocada pela suspeita de que um projeto novo está sujeito a problemas logo após seu lançamento e que, portanto, é melhor esperar. Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics, consultoria de análise do mercado automotivo, discorda. “O uso cada vez maior de plataformas e de processos globais pelas montadoras reduziu o risco de problemas nos carros novos, já que esses componentes são testados em todo o mundo.”

Mas se os processos modernos tornam os defeitos no primeiro ano mais difícil de ocorrer, não significa que desapareceram. Basta lembrar de casos como o do 1.0 VHT que equipava o Gol em 2008 e gerou um recall de 400.000 veículos (em alguns casos até com a troca dos motores). Ou das seguidas falhas de acabamento dos Ford EcoSport em 2012 e do Fiesta (além do câmbio PowerShift, que provocou a extensão da garantia).

Há ainda a estratégia da fábrica ao definir pacotes ou equipamentos que podem sofrer logo uma mudança de rota. O Mobi, por exemplo, estreou com motor 1.0 de quatro cilindros e oito meses depois ganhou versões com o moderno Firefly de três cilindros – quem comprou as primeiras fornadas acabou ficando com um motor mais antigo e menos eficiente.

O mesmo se deu com o Renegade 1.8 flex. Criticado pelo desempenho inadequado para o porte do carro, a Jeep recalibrou o motor, agora capaz de entregar 139 cv em vez dos 132 cv dos modelos antigos.

Não se pode esquecer que, embora raro, também pode ocorrer o inverso. Foi o caso de Audi A3 Sedan e VW Golf, que, quando passaram a ser produzidos no país, deixaram de oferecer recursos modernos (câmbio robotizado de dupla embreagem DSG e suspensão traseira multilink) em favor de outros, menos sofisticados.

Outro item que pode gerar dúvida na hora do lançamento é o seguro, que tanto pode ficar mais barato quanto mais caro no segundo ano. Por ser um carro totalmente novo, a seguradora não sabe qual é seu risco médio de ser roubado.

Por falta de seu histórico, as companhias se baseiam no de veículos similares. Por isso, é comum surgirem diferenças na hora de renovar o seguro desse tipo de automóvel – para mais ou para menos -, se bem que, na prática, são raros os casos de segurados que tiveram o valor do prêmio reduzido em função dessa correção.

Outra dificuldade de precificar o seguro de um novato é o perfil típico do usuário. Se após o primeiro ano a maioria dos proprietários for do tipo que se envolve mais em acidentes, o valor do seguro vai subir. Se for o contrário, tenderá a cair.

Preço de lançamento

Já a terceira variável que está ligada ao risco de adquirir um projeto novo é o preço. E aqui vem a boa notícia: em geral, o valor na estreia costuma ser mais camarada. Isso porque várias marcas adotam a estratégia de reajustar a tabela alguns meses após o lançamento.

O Jeep Compass, por exemplo, mal havia completado seis meses de mercado no início de abril quando teve o preço reajustado pela segunda vez. Com isso, o SUV que estreou a R$ 99.990 estava tabelado no início de maio em R$ 103.490 na versão básica.

A Jeep, aliás, é recorrente nessa prática, já que fez o mesmo com o Renegade. Em abril passado, o modelo – lançado em março de 2016 por R$ 69.900 – registrou o seu quinto aumento e agora sai por R$ 80.990, na versão Sport 1.8 flex.

Já a Fiat (que é do grupo FCA, assim como a Jeep) promoveu o primeiro reajuste do Mobi seis meses após sua chegada. E três meses depois aumentou o preço novamente, aproveitando a estreia da versão três cilindros. Ou seja, dois reajustes em menos de um ano: foi de R$ 31.900 para R$ 33.700.

Infelizmente essa prática é comum. O Toyota Etios, cuja gama foi reestilizada no início do ano, teve a tabela reajustada em abril. O mesmo ocorreu com o Chevrolet Tracker, que chegou no fim de 2016 a R$ 79.990 e teve o seu primeiro aumento de preço em abril, por R$ 81.990, mesma estratégia adotada no Cruze. O Nissan Kicks é outro novato cujo preço foi reajustado antes de um ano de mercado (de R$ 84.900 para R$ 86.490).

Valor de memória

A justificativa utilizada pela maioria das fabricantes é a adequação dos custos de produção (no caso de modelos feitos no país) e da variação cambial, no caso de importados. Mas segundo o executivo de uma montadora que não quis se identificar, essa é uma estratégia antiga.

“O preço divulgado no lançamento permanece por mais tempo na cabeça do consumidor”, explica. “Assim, mesmo que haja um reajuste seis meses depois, isso chamará menos a atenção do público.”

Resumindo, se você está interessado em um automóvel que acabou de ser lançado, lembre-se: no primeiro ano alguns problemas podem surgir, mas provavelmente o preço deve subir logo. Qual é o melhor? A decisão é sua.

 

Fonte: Exame